A história do Professor
Ziad Youssef Fazah pode ter o título de "O Homem que Sabia todas
as Línguas do Mundo".
Nascido em 10 de
junho de 1954 em Monróvia, capital da Libéria, país da África, com apenas
um ano foi com seus pais para o Líbano, onde estudou em escolas particulares.
O seu interesse por idiomas foi despertado quando tinha 11 anos. Ficava
no cais de Beirute ouvindo os turistas falarem as mais diferentes línguas
de todos os continentes. Sem dúvida, o fato de sua terra natal ser um
ponto de passagem entre o Ocidente e o Oriente facilitou o aprendizado.
Entre os 14 e 17
anos, aprendeu quase todos os idiomas que domina, graças à uma rigorosa
disciplina que fez com que ele assimilasse, em média, de três a quatro
línguas a cada três meses. Para treinar, passou a adolescência trabalhando
gratuitamente em agências de turismo e empresas de navegação.
A seguir, ingressou
na Universidade Americana de Beirute, onde concluiu o curso de Filologia
(Estudo de Ciências Lingüísticas).
Com a dispersão
de sua família, Ziad veio para o Brasil em 1971, naturalizou-se, casou-se
com uma brasileira, com quem tem um filho, e atualmente mora no Rio
de Janeiro - motivo de orgulho para os brasileiros por tê-lo como patrimônio
intelectual pela sua prodigiosa capacidade de aprender e dominar qualquer
idioma.
Atualmente ele
fala 58 idiomas:
Albanês, Alemão,
Amárico, Árabe, Armênio, Azerbaijanês, Bengali, Birmanês, Búlgaro, Butanês,
Cambojano, Chinês Cantonês, Chinês Mandarim, Chinês Xangai, Cingalês,
Cingaporenho, Coreano, Dinamarquês, Dzonka, Espanhol, Finlandês, Francês,
Fuchin, Grego, Hebraico, Hindi, Holandês, Húngaro, Indonésio, Inglês,
Islandês, Italiano, Japonês, Kiswahili, Laosiano, Malaio, Malgaxe, Mongol,
Nepalês, Norueguês, Papiamento, Persa, Polonês, Português, Pushtu, Quirguiz,
Romeno, Russo, Sérvio-Croata, Sueco, Tadjique, Tailandês, Tcheco, Tibetano,
Turco, Urdu, Uzbequistanês, Vietnamita.
Ziad é reconhecido
mundialmente como super poliglota, surpreendendo pessoas do mundo inteiro,
com as quais manteve conversação nos mais variados idiomas e dialetos.
Seu nome consta no Guinness World Book of Records (Livros
dos Recordes), desde 1993, como o maior poliglota vivo do mundo.
Este resultado torna-se
mais espantoso se comparado com a opinião de especialistas, transcrita
no Guinness World Book of Records: Mantendo-se o critério
de fluência comunicativa e utilização razoavelmente correta dos recursos
gramaticais da língua, considera-se duvidoso que algum ser humano possa
manter fluência em mais de 40 línguas no decorrer de uma vida inteira.
A capacidade demonstrada pelo Prof. Ziad vem desmistificar essa teoria.
Para provar suas
habilidades, ele tem sido constantemente submetido a rigorosos testes
preparados por equipes de televisão do mundo inteiro. Em um programa
de TV ateniense (Grécia), os apresentadores fizeram-no conversar ao
vivo com nativos de Laos, de Camboja, do Vietnã e da Birmânia em suas
próprias línguas.
A prova mais difícil
que o Prof. Ziad Y. Fazah foi submetido, segundo ele, foi montada por
uma TV alemã, que o levou a conversar com habitantes de mais de 30 nações
asiáticas.
Em uma de suas entrevistas
mais recentes, ele foi testado no Rio de Janeiro por três consulados
e um curso de língua japonesa, do Instituto Cultural Brasil-Japão. Nesses
encontros, ele mais uma vez conversou com pessoas em suas línguas nativas:
Polonês, Grego, Japonês e Finlandês.
Dentre as línguas
que domina, ele considera o chinês-mandarim, como a mais difícil,
dado aos seus infinitos ideogramas.
Sua história vai
muito além do que aqui narramos: ele tem prestado serviços de muitas
formas diferentes, como aqueles realizados com a finalidade de harmonizar
e esclarecer situações de pessoas de nações e culturas diferentes -
exemplificado no caso do jovem Jesulem Salim, que chegou clandestinamente
ao Brasil, ficando, pelo menos, dois meses sem que ninguém conseguisse
identificar a língua em que se expressava. Sob custódia da Polícia Federal,
no Rio de Janeiro, foi notícia nos jornais e TVs do Brasil e exterior.
Foi quando o Prof. Ziad colocou-se à disposição da Polícia Federal para
a elucidação do caso, e só assim o rapaz pôde dialogar em sua língua
nativa e contar sua história, esclarecendo ter nascido no Afeganistão,
que se expressava num dialeto persa, falado na fronteira Irã-Afeganistão
e que fugia da guerra e da miséria de seu país.
O vocabulário do
Prof. Ziad tem cerca de cem mil palavras e ele assegura, que excetuando-se
os dialetos, não existe um só idioma reconhecido pela ONU que ele não
domine.
Especialistas explicam:
"Ele deve ter as memórias declarativa e processual bastante desenvolvidas
e uma boa integração das duas partes do cérebro." Outro, acreditam
que ele seja superdotado - daqueles que nem a Ciência explica.
De um modo ou de
outro, o certo é que o Prof. Ziad, sempre adotou uma maneira simples,
autodidata e uma postura determinada em defesa de sua metodologia para
alcançar o sucesso no aprendizado em tão curto espaço de tempo.
Ele acredita, que
qualquer pessoa pode aprender qualquer língua, em curto espaço de tempo.
Mas para isso, terá de estudar com afinco, considerando que cada um
tem seu tempo de aprendizagem e que o imediatismo sempre leva ao fracasso.
O seu sonho é criar
uma língua universal que possa ser mediadora do universo, fazendo com
que seu conhecimento seja utilizado praticamente para "a universal
harmonização entre os povos" de culturas tão diferentes, objetivando
a paz universal.